Caruaru é uma das oito cidades pernambucanas contempladas pelo PAC (Plano de Ação para as Cidades Históricas), programa destinado aos municípios que possuem patrimônio cultural protegido. A inclusão da Capital do Agreste foi possível graças ao título de Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro recebido pela Feira de Caruaru, em 24 de fevereiro de 2006. A previsão é de que R$ 15 milhões em recursos sejam destinados. O valor será utilizado em projetos de infraestrutura, conservação do patrimônio, restauração e salvaguarda do centro histórico, do entorno da feira e também do Alto do Moura.
A apresentação do plano de ações que serão desenvolvidas aconteceu na manhã da última quinta-feira (08), em audiência pública realizada na Câmara Municipal, que reuniu representantes do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), da Fundarpe (Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco), secretários de governo, vereadores, além de representantes dos agentes sociais e da sociedade civil em geral.
De acordo com Frederico Faria, superitendente do Iphan em Pernambuco, o plano foi traçado por um grupo técnico que determinou as ações a serem priorizadas num período de quatro anos. "O plano para a cidade de Caruaru está orçado em torno de 15 milhões, que serão repassados em parcelas durante este período. No momento, não temos garantia de dinheiro, afinal, são 754 cidades contempladas no Brasil. Cada cidade traça seu plano, em seguida, esse plano é transformado em projeto e partimos para buscar recursos", explica. "Existem R$ 890 milhões disponíveis apenas por parte do Iphan, mas vamos batalhar outros recursos complementares para a concretização das ações", acrescenta.
Para o superintendente, é importante que haja uma união de esforços, a fim de que cada cidade busque os recursos necessários. "Vamos contar com apoio das prefeituras, dos governos estaduais e também do Governo Federal. Vários ministérios estão engajados no PAC, como os da Cultura, da Educação, Turismo e Casa Civil. Até 2013, esses valores serão todos repassados", afirma. Segundo Frederico, o foco principal das ações em Caruaru é a feira. "A Feira de Caruaru não é apenas um patrimônio físico, mas um lugar que reúne diversas expressões culturais e queremos dar continuidade a isso", diz.
O PAC é um programa de inclusão e compreende as cidades que têm conjuntos tombados, em processo de tombamento ou que possuem algum patrimônio imaterial de lugar, que é o caso de Caruaru. As discussões para criação dos planos de ações de cada município teve início em junho do ano passado, em Brasília. Em Caruaru, o projeto foi desenvolvido a partir de três oficinas mensais, que aconteceram entre os meses de setembro e novembro, com participação da Fundação de Cultura, Secretaria de Infraestrutura e Políticas Ambientais e também do Instituto Histórico de Caruaru, que decidiram as ações que serão priorizadas.
De acordo com Marcelo Freitas, arquiteto e técnico do Iphan Pernambuco, as áreas de intervenção do plano são a Feira de Caruaru e os bens associados a ela, como o Parque 18 de Maio (incluindo o rio Ipojuca), todo o centro histórico (onde a cidade nasceu) e o Alto do Moura (ligado à feira pela questão da produção artesanal). "A previsão de execução do plano é de 2010 a 2013", diz a diretora de Turismo do município, Lúcia Félix.
Após a audiência, foi assinado um acordo entre os parceiros envolvidos no PAC, que será encaminhado para a Superintendência do Iphan em Brasília. "O pacto será assinado em ato público, previsto para o final deste mês ou início de maio. A ideia da audiência é apresentar os trabalhos e receber sugestões da população para fazermos os ajustes necessários antes da assinatura do acordo", conclui Frederico Faria.
Fonte: Jornal Vanguarda
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