quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Entenda a PPP da Compesa e não se deixe enganar

Você reparou como a questão da Compesa incomodou o governo e a campanha de Geraldo? Tentam de todas as maneiras evitar que essa discussão seja tratada antes da eleição. A verdade é que, da forma que foi feito, o projeto de implantação da Parceria Público Privada (PPP) na Compesa vai beneficiar os grupos privados e não a população. Acompanhe abaixo alguns itens do projeto e baixe os documentos oficiais para entender o assunto:

- O negócio da PPP da Compesa está estimado em 16,7 milhões ao longo de 35 anos, negócio este que a Compesa perderá. Ainda será garantida uma TIR (taxa interna de retorno) de 8,3% para a empresa “parceira” (taxa maior que a do mercado, ou seja, rendimento assegurado).

- O pagamento da empresa será feito pelo volume que for faturado (e não pelo valor pago pela população). Em outras palavras, mesmo que alguém deixe de pagar a sua conta de água, o governo terá que pagar a empresa vencedora o valor integral acordado. Hoje, a taxa de inadimplência média da Compesa é de 18%.

- Lucro mesmo sem construir nada: no primeiro ano a empresa parceira ficará com 50% do faturamento. No segundo ano, com 70%. E, a partir do terceiro ano, com 90%. Como a inadimplência histórica da Compesa gira em torno de 18%, o governo terá um prejuízo mensal de, pelo menos, 8% a partir do terceiro ano de contrato.

- O Governo de Pernambuco também continuará responsável pela execução de obras, no valor de R$ 1 bilhão, durante os primeiros quatro anos da PPP. Estas obras deverão ser entregues depois de prontas para a empresa explorar e aumentar os lucros. Caso haja atrasos nas obras, a empresa parceira receberá de qualquer maneira, pois, como está no estudo de viabilidade e contrato, o fluxo de caixa frustrado por atraso deve ser pago e arcado pelo governo.

- As áreas mais pobres do Recife também não serão beneficiadas pelo acordo. Pelo contrário, a PPP exclui as obras em 20% da capital pernambucana.

Assista ao nosso programa de TV que fala sobre o assunto:



Fonte: www.humbertoprefeito.com.br

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