Após a maratona de fiscalização pelas obras da Transposição do Rio São Francisco feita ontem, a presidenta Dilma Rousseff manteve o ritmo e nesta quarta-feira (09), vistoriou canteiros da Ferrovia Transnordestina em Pernambuco.
A maratona de hoje começou por volta das 10h no município de Parnamirim, a 561 km do Recife.
Depois a comitiva seguiu para a cidade de Salgueiro, a poucos quilometros de Parnamirim, onde está instalada a maior fábrica de dormentes do mundo. No local, houve uma reunião com os representantes da Odebrecht Infraestrutura e da Transnordestina Logística S.A. A exemplo do que fez ontem com os empreiteiros responsáveis pela construção da Transposição, a presidenta bateu na questão do cumprimento dos prazos.
“Vamos acertar os nossos parafusos para chegarmos à solução mais rápida, que é estar com tudo pronto até o final de 2014. Tomaremos todas as medidas para que isso aconteça, sem exceção. Não há limites para o Governo”, garantiu Dilma, em entrevista ao final da inspeção das obras.
Gigante – Quando começar a funcionar, a Transnordestina vai costurar os estados de Pernambuco, Ceará e Piauí por uma estrada de ferro com 1.728 km de extensão. Ao todo, são R$ 5,4 bilhões de investimentos do Programa de Aceleração ao Crescimento (PAC). Hoje, 35% da obra encontra-se concluída. Atualmente, mais de 10 mil pessoas estão envolvidas direta ou indiretamente nos trabalhos de construção da ferrovia, que conta com 11 lotes iniciados e 25 frentes de trabalho.
As obras dividem-se em 33 lotes. São onze no Piauí e outros 12 no Ceará. Pernambuco possui 10 frentes de trabalho e é onde as obras estão as mais avançadas. O primeiro trecho a ficar pronto, em abril deste ano, será o que vai de Missão Velha (CE) até Salgueiro (PE) num percurso de 96 km. Já os 136 Km que separam Salgueiro (PE) à Trindade (PE) devem ser concluídos em abril de 2012.
Quando estiver totalmente pronta, em 2014, a ferrovia vai transportar cerca de 30 mil toneladas/ano de grãos e minérios. “Vamos tornar realidade essa ferrovia que não existia fora do eixo Sul-Sudeste. Ela vai funcionar como um caminho de desenvolvimento, garantindo que o interior se ligue ao resto do país e dando melhores condições de comercialização à produção como a capacidade de explorar os potenciais da região do Nordeste”, disse a presidenta.
Fonte: www.pe.gov.br
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